domingo, outubro 24, 2021
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Trump sofre novo impeachment na Câmara! Qual será o seu destino?

Em mais um dia histórico nos Estados Unidos, a Câmara dos Deputados deu uma resposta dura contra as pretensões políticas de Donald Trump. Com o placar de 232 x 197, os parlamentares votaram a favor do impeachment do republicano, o segundo num intervalo de quase 13 meses. Dez (!) deputados do mesmo partido de Trump acompanharam os democratas na votação, além de quatro que se abstiveram.

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, um presidente sofre dois impeachments. Antes, Trump foi condenado na Câmara no dia 18 de dezembro, por obstrução de jusitiça e abuso de poder. Meses depois, ele acabou se segurando na cadeira graças ao Senado, então, uma Casa mais favorável ao seu comando.

A exemplo daquela oportunidade, a destituição do cargo ficará a critério do Senado que deve julgar o republicano somente após a posse do presidente eleito Joe Biden, programada para a próxima quarta-feira, mas em um cenário completamente diferente devido aos distúrbios ocorridos no Capitólio, na semana passada.

Os democratas ainda vão tentar uma resolução exigindo que ocorra uma votação no Senado “o mais rápido possível”.  

Com a nova derrocada, o que o destino reserva a Trump?

Líder do partido e ex-aliado de Trump, Mitch McConnell já rejeitou um pedido de urgência do senador democrata Chuck Schumer para que a votação acontecesse nesta sexta-feira. Mesmo que o julgamento do impeachment se arraste por mais tempo, fontes garantem que McConnell estaria propenso a votar “sim” pela “demissão” do ex-apresentador de reality show, o que pode representar a expulsão de Trump do Partido Republicano, além da impossibilidade de se candidatar novamente a algum cargo público.

Diante das especulações, McConnell deu a seguinte declaração à imprensa, nesta quarta-feira:

“Não tomei uma decisão final sobre como vou votar e pretendo ouvir os argumentos jurídicos quando forem apresentados ao Senado dos Estados Unidos”.

A alegação para o impeachment de Trump vem na esteira dos eventos ocorridos no dia 6 de janeiro, quando o Congresso estava reunido para a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden. Na ocasião, o presidente inflamou os apoiadores a marcharem rumo ao Capitólio, para cobrar dos congressistas a reversão do resultado das urnas.

O saldo da balbúrdia deixou cinco pessoas mortas, incluindo um policial que fazia a segurança da sede do Poder Legislativo americano.

Com base no discurso incendiário, parlamentares da Câmara se reuniram afirmando que Trump fez “incitamento à insurreição” e votaram pelo impeachment num único artigo – Resolução 41.

O cenário político assombra a vida do (ainda) presidente. Mas há fôlego, uma vez que seriam necessários, pelo menos, 16 senadores republicanos dispostos a seguirem o líder do partido, se McConnell realmente votar pelo impeachment.

Caso o Senado repita o resultado da Câmara, Trump estará aniquilado politicamente e ainda terá de responder a processos que correm na Justiça, fundamentalmente por suspeitas que pairam sobre as suas declarações de renda.  

Durante a sessão de votação do impeachment, Trump soltou uma declaração pedindo para que “NÃO” houvesse violência, violação de leis e vandalismo.

“Isto não é o que apoiamos, isto não é o que os EUA apoiam”, escreveu Trump.

A sessão de debates foi marcada por discursos fortes. Defensores de Trump protestaram contra o que consideraram censura, pelo fato de ele estar suspenso em várias redes sociais.

No lado democrata, a deputada Anna Eshoo, da Califórnia, chamou o republicano de “traidor de nosso país”.

Deputada Anna Eshoo discursa durante a sessão de debates

“As gerações futuras não saberão os nomes de cada membro da câmara hoje, na votação, mas saberão o que fizemos e por quê. Devemos remover o presidente, porque ele incitou uma multidão que atacou o Capitólio dos Estados Unidos”, discursou ela.

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