domingo, outubro 24, 2021
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Prestação de contas: chefão da TelexFree, Carlos Wanzeler tem extradição para os EUA autorizada

Fugitivo dos Estados Unidos, o chefão da TelexFree, considerada a maior pirâmide do mundo, Carlos Wanzeler teve a sua extradição autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, para o país onde é acusado de fazer parte de um esquema que movimentou cerca de U$ 1 bilhão. A decisão só foi permitida graças a naturalização do brasileiro, que ao se tornar americano, abriu mão de sua nacionalidade de origem.

Nos EUA, Wanzeler responderá por suposta prática dos crimes de conspiração, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, dentre outras acusações.

Ele foi preso em fevereiro em Búzios, no Rio de Janeiro, por ordem do STF. Ele fugiu para o Brasil após a TelexFree ter sido formalmente acusada de praticar pirâmide financeira nos EUA.

A odisséia para se livrar das autoridades americanas passou por uma uma fuga de carro para o Canadá, antes de chegar a São Paulo, em 2014, logo em seguida a uma grande operação ter sido deflagrada pelo estado de Massachusetts.

A autorização da extradição de Wanzeler, no entanto, diz respeito a apenas um delito, o de fraude eletrônica. Os ministros do Supremo verificaram o requisito da dupla tipicidade, ou seja, a correspondência entre os tipos penais previstos na legislação dos EUA e do Brasil.  

O relator, ministro Ricardo Lewandowski, apontou que, segundo a denúncia, Wanzeler ‘elaborou ou participou dolosamente de um esquema para defraudar ou obter dinheiro ou bens por meio de representações ou pretextos materialmente falsos e, com o fim de executar e incentivar o esquema, realizou ou aceitou o risco de que fossem transmitidos, dentro do que seria previsível, sinais ou sons por comunicações eletrônicas no comércio interestadual ou internacional’. “Este tipo penal corresponde, na legislação nacional, ao crime de estelionato”, destacou.

À esquerda, o americano James Merrill, ex-sócio de Carlos Wanzeler na TelexFree

Como condição para a extradição, a 2ª Turma do STF estabeleceu que os EUA devem assumir, perante o governo brasileiro, o compromisso de não impor, quanto a todos os delitos, pena privativa de liberdade que ultrapasse 30 anos de prisão em seu cômputo individual. Também condicionou a entrega de Wanzeler à conclusão dos processos penais a que ele responde ou ao cumprimento da respectiva pena privativa de liberdade.

O ex-sócio de Wanzeler e um dos cabeças do esquema da TelexFree, James Merrill se declarou culpado pelos crimes cometidos envolvendo a pirâmide financeira. Sentenciado em 2017, o americano cumpre pena de 6 anos e meio.  

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