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Polícia flagra festas brasileiras, em Framingham, violando regras de Covid-19

Durante o mês de agosto, a Polícia de Framingham flagrou grandes reuniões com brasileiros e festas barulhentas em um prédio comercial, bem próximo à corte. A cada ida, os oficiais observaram mais de 100 pessoas celebrando em uma atmosfera “de clube”, com bebidas alcoólicas em copos descartáveis vermelhos, DJ e poucos participantes usando coberturas faciais.

O estado ainda está no meio de uma pandemia de coronavírus, e o governador Charlie Baker emitiu uma ordem em agosto que limitava o número de pessoas para reuniões internas a um máximo de 25 pessoas em uma única área fechada, e aqueles que não são relacionados entre si ficam obrigados a usar uma cobertura facial. Ao ar livre, o limite é de 50 pessoas por encontro.

A propriedade – 615 Concord St. – alugou seu espaço para festas por meio de um pedido de “Liberdade de Informação ao Departamento de Polícia” da cidade, segundo o site “Framingham Source”.

O meio de comunicação solicitou uma lista de todas as reuniões para as quais o departamento de polícia foi chamado. Na sexta-feira, 7 de agosto, um policial de Framingham foi enviado à área – 615 Concord Street – para uma reclamação de barulho pouco antes das 23h.
 
“O local é um pequeno prédio de escritórios. O estacionamento tinha muitos veículos, o que é incomum fora do horário comercial. A rampa de volta para o porão tinha uma porta apoiada e eu vi vários homens vestindo camisetas que pareciam ser seguranças. Observei eles revistando as pessoas que entravam no prédio. Havia música alta e homens e mulheres vestidos com trajes de festa entrando e saindo, alguns com copos nas mãos. Observei um cenário no estilo de boate, com dança, luzes fracas e música alta. Havia cerca de 75 pessoas lá dentro”, escreveu a policial em seu relatório.

“Fui abordado por uma mulher que se identificou como Luciene Siqueira Silva. Ela afirmou que havia alugado o basement para uma festa de aniversário. Ela me mostrou um contrato em seu telefone, que não consegui ler por ser em português, mas ela identificou como um contrato de aluguel para fazer a festa. O cabeçalho do contrato dizia, “Decorações de festa de algodão doce”, continuou o policial.

Enquanto no local, a polícia “localizou uma grande quantidade de bebida alcoólica, que foi posteriormente guardada em uma sala trancada. A senhora Silva afirmou que o álcool não estava à venda, mas era gratuito para os convidados da festa”, afirmou o policial em seu boletim de ocorrência.

“Silva me colocou em contato pelo telefone com Mauro Desouza, que ela identificou como a pessoa de quem alugou o espaço. O Sr. Desouza afirmou que aluga o porão da 615 Concord Street para seu negócio de suprimentos para festas. Ele afirmou que a Sra. Silva contratou um barman como parte do acordo. Quando questionado se havia obtido alguma autorização da cidade de Framingham, o Sr. Desouza afirmou que não tinha certeza e afirmou que precisaria falar com seu parceiro de negócios”, segundo consta no relatório.

Em 8 de agosto, a polícia respondeu ao mesmo local, à 1h da manhã, por uma denúncia de uma festa barulhenta e a “possibilidade de um adolescente desaparecido comparecer” à festa. Nesta, havia cerca de 100 pessoas, de acordo com a polícia.

No dia 22 de agosto, a polícia foi chamada novamente ao prédio comercial, para uma festa, às 21h53.

Foram várias chamadas para uma “festa barulhenta e carros barulhentos”, de acordo com o relatório policial.

Os policiais, então, entraram no prédio e “observaram cerca de 250 pessoas no interior, a maioria deles carregando bebidas em copos de cores variadas. Nenhum dos indivíduos dentro do porão lotado usava máscara. Eu podia sentir o cheiro de maconha queimada e observei vários indivíduos usando dispositivos para “vapers”. Eu também observei uma cabine de DJ com alto-falantes configurados em uma área do porão montado como se fosse uma boate, com uma sala mal iluminada com cabine de DJ, luzes de festa e decorações.  

A polícia aconselhou a todos que saíssem do prédio. Em seu relatório, disse que “falou com Luciene Silva, que afirmou que estava dando uma festa de 21 anos de sua amiga. Silva disse que ela e a amiga Sara Marques convidaram cerca de cinquenta pessoas para a festa. Silva afirmou que alugou a área de o edifício de uma empresa chamada ‘Cotton Candy Party Decoration’. Silva afirmou que pagou à empresa $ 500 pelo aluguel e me mostrou o contrato de aluguel escrito. Estarei notificando o Comandante do Bureau de Licenciamento sobre este incidente”.
 
Framingham, agora, está emitindo multas de U$ 500 por violação da ordem de concentração de pessoas. A primeira multa só foi aplicada em 11 de setembro. Portanto, as festas brasileiras ficaram livres das punições financeiras.

O diretor de saúde de Framingham, Sam Wong, e a prefeita Yvonne Spicer, disseram repetidamente que grandes reuniões estão contribuindo para o aumento dos casos de COVID-19 na cidade.

Framingham é uma das seis comunidades com alto risco de transmissão do vírus, segundo o mapeamento desenvolvido pelo estado de Massachusetts.

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