sexta-feira, outubro 15, 2021
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Para conter crise na fronteira, EUA discutem no México ações humanitárias

A delegação dos EUA teve a primeira de uma série de reuniões no México e na América Central para discutir a grave crise na fronteira. Em encontro com o secretário de Relações Exteriores do país vizinho, Marcelo Ebrard, as duas delegações discutiram “ações humanitárias para estimular, em curto prazo, um desenvolvimento econômico inclusivo na América Central”, segundo nota divulgada pelo governo mexicano.

A administração do presidente Joe Biden está preocupada com o número de famílias migrantes e crianças desacompanhadas que chegaram à fronteira nos últimos meses.

O novo governo começou a desmantelar as políticas da era Trump que dificultaram as coisas para os requerentes de asilo.

“Se perseverarmos e agirmos juntos, podemos conseguir que esses países e o sul do México tenham um futuro diferente, tenham outras possibilidades. Que ninguém precisa migrar por causa da pobreza, da insegurança, do desespero”, afirmou o secretário mexicano.   

Os chamados países do Triângulo Norte: Guatemala, Honduras e El Salvador têm sido a maior fonte de migrantes que chegam à fronteira sul dos EUA nos últimos anos.

Assolados por corrupção e violência endêmicas e, mais recentemente, devastados por dois grandes furacões em novembro e os impactos econômicos da pandemia COVID-19, os migrantes continuam a sair desses países.

A confusão e a desinformação sobre a abordagem aparentemente mais humana de Biden para com os imigrantes e requerentes de asilo têm sido um fator contribuinte.

Uma das representantes do governo americano aproveitou a oportunidade para enviar uma mensagem clara para aqueles que pensam em migrar para os EUA:

“Não venha para a fronteira. A fronteira está fechada”, disse Roberta Jacobson.

O México se encontra mais uma vez sob pressão para diminuir o movimento de migrantes em seu território. Na semana passada, o governo anunciou que estava impondo novas medidas em sua fronteira sul que permitiriam apenas travessias essenciais devido a preocupações com a pandemia.

Ao mesmo tempo, o México enviou mais agentes de imigração para o sul e disse que se concentrará na interceptação de crianças desacompanhadas e famílias com crianças que tentam chegar à fronteira.

Esse anúncio foi criticado por ter ocorrido no mesmo dia em que os EUA concordaram em enviar a vacina COVID-19 ao país.

Em troca, o México pressionou o governo dos EUA a apoiar mais projetos de desenvolvimento na região. Biden falou em enviar US$ 4 bilhões em ajuda.

Ambos os lados estavam focados na proteção dos direitos humanos dos migrantes, mas garantindo uma migração segura e ordeira.

Em última análise, eles querem reduzir os fatores de pressão que levam os migrantes de seus países. O foco tem sido nos fatores econômicos, mas ainda não se sabe como a nova administração dos EUA tratará de assuntos mais delicados, como a corrupção na região.

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