sexta-feira, outubro 15, 2021
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Novo Congresso americano toma posse à espera de definição no Senado e embate sobre eleição presidencial

O novo Congresso dos Estados Unidos tomou posse neste domingo. Com diferentes durações e processos de eleição entre si, os deputados e senadores seguirão nessa formação por um período de dois anos, ou seja, até 3 de janeiro de 2023. Apesar de terem perdido cadeiras, os democratas seguem com a maioria na Câmara dos Deputados, enquanto a definição do Senado será conhecida nesta terça-feira.  

Os eleitores da Geórgia voltam às urnas para eleger dois senadores. No estado, há segundo turno para a escolha dos parlamentares. 

Caso vençam as duas cadeiras, os democratas iriam a 48 senadores, com dois independentes que votam com o partido, alcançando a marca de 50, metade da casa legislativa. Sendo assim, o voto de minerva é da Presidência do Senado, com a vice-presidente Kamala Harris podendo sacramentar a maioria, já que ela acumula a função.

Na Câmara, as dificuldades do novo governo são menores. O Partido Democrata possui a maioria dos deputados – 222 dos 435. Os republicanos possuem 211 deputados e outras duas cadeiras estão indefinidas.

Mas o resultado das eleições não deixou de ser um sinal amarelo para o partido de Joe Biden. A vantagem, que era de 38 parlamentares na legislatura anterior, passou a ser de 11.

O primeiro grande compromisso virá já nesta quarta-feira, quando o Congresso se reúne para certificar o resultado confirmado pelo Colégio Eleitoral, que ratificou Joe Biden e Kamala Harris como presidente e vice-presidente eleitos dos Estados Unidos.

No sábado, um grupo formado por 11 senadores republicanos anunciou que votará contra a certificação da chapa Biden-Harris. Os parlamentares, liderados pelo senador Ted Cruz, fazem coro ao discurso do presidente Donald Trump de que houve fraude nas eleições deste ano, o que já foi rejeitado no julgamento de dezenas de recursos apresentados aos tribunais nos últimos meses.  

Segundo apurou a Rede CNN, o presidente chegou a propor ao vice-presidente Mike Pence que este simplesmente se negue a assinar o resultado caso este seja aprovado pelos parlamentares. Como o vice é também o presidente do Senado, a assinatura de Pence deve estar no documento.

Os assessores de Pence e da Casa Branca tentaram explicar a Donald Trump que o papel do vice é mais uma formalidade e que ele não pode rejeitar unilateralmente os votos do Colégio Eleitoral.

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