domingo, outubro 24, 2021
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Mesmo com saída iminente, Trump aplica medidas que dificultam a vida de imigrantes

A política de tolerância zero de Donald Trump na imigração ainda não acabou. Desde o dia da recente eleição presidencial, a equipe do republicano tem promovido mudanças que tornam mais fácil negar vistos a imigrantes, dificulta o teste de cidadania e nomeia novos membros para um conselho imigratório.

Alguns assessores até instaram Trump a assinar uma ordem executiva tentando acabar com a cidadania automática para filhos nascidos nos EUA de imigrantes sem documentos, de acordo com duas fontes ouvidas pelo site “politico.com’’. Uma tática legalmente duvidosa, dado que este direito está consagrado na Constituição americana.

As medidas equivalem a uma tentativa de solidificar o legado da administração Trump sobre a imigração, que começou com uma proibição total de viagens de países de maioria muçulmana, transformou-se em escândalo por causa da separação de famílias na fronteira e seguiu com severas reduções de refugiados e trabalhadores estrangeiros temporários.

Agora, o foco é colocar uma barreira no presidente eleito Joe Biden, tornando mais difícil para ele reverter essas questões politicamente tensas, de acordo com fontes familiarizadas com as mudanças.

“O que eles estão fazendo durante a transição é diminuir sua lista de itens para minimizar a imigração para os EUA”, disse Ali Noorani, diretor executivo do Fórum Nacional de Imigração, um grupo de defesa dos imigrantes.

“A administração Trump tem sido amplamente eficaz em termos de paralisar nosso sistema de imigração”.

Presidentes de ambos os partidos impuseram políticas de última hora nas semanas antes de deixar o cargo, mas as ações de Trump estão assumindo um aspecto mais urgente em parte porque ele pensou que teria um segundo mandato para implementar os planos.

A pressão do governo sobre a imigração é atribuída a Stephen Miller, o assessor sênior que guiou em grande parte as políticas do presidente sobre o assunto por quatro anos.

“Desde que assumiu o cargo, o presidente Trump nunca se esquivou de usar sua autoridade executiva legal para promover políticas ousadas e cumprir as promessas que fez ao povo americano”, disse o porta-voz da Casa Branca Judd Deere, que se recusou a comentar ações específicas.

O Departamento de Segurança Interna não respondeu aos pedidos de comentários. A enxurrada de mudanças recentes na imigração – principalmente com regras, regulamentos e políticas administrativas rigorosas – cobriu quase quatro anos de reduções na imigração legal e ilegal para os Estados Unidos.

Trump negou vistos a cidadãos de várias nações de maioria muçulmana. Ele ergueu mais de 400 milhas do muro de aço ao longo da fronteira com o o México, grande parte dela uma substituição mais resistente do que já estava lá. Ele limitou drasticamente a concessão de pedidos de asilo. E, este ano, usou o surto de coronavírus para reduzir o número de trabalhadores estrangeiros nos EUA e, essencialmente, fechar a fronteira para os migrantes.

Mas Trump não cumpriu algumas promessas de imigração. Talvez a mais notável seja o DACA, que chegou a ser cancelado em seu primeiro ano de mandato, mas a Suprema Corte rejeitou a sua ação.

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