quinta-feira, outubro 21, 2021
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Justiça proíbe Governo Trump deportar menores sozinhos, detidos na fronteira

Um juiz federal ordenou nesta quarta-feira que o governo de Donald Trump pare de expulsar menores migrantes que cruzam ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos com o México sozinhos. Assim, a Justiça paralisa uma política que resultou em milhares de deportações rápidas de crianças e jovens durante a pandemia do coronavírus.

O magistrado Emmet Sullivan aprovou uma ordem preliminar solicitada por grupos de direitos civis em nome dos menores que o governo pretende remover antes que eles possam buscar asilo ou outras proteções sob a lei federal.

A administração Trump deportou pelo menos 8.800 crianças migrantes desacompanhadas desde março, quando emitiu uma declaração de emergência citando o coronavírus como uma razão para proibir a maioria das pessoas que cruzam a fronteira de permanecer nos Estados Unidos.

Os agentes da fronteira forçaram muitas pessoas a retornar ao México imediatamente, enquanto mantêm outras em abrigos temporários ou hotéis, às vezes por dias ou semanas. Enquanto isso, milhares de leitos não utilizados permanecem em instalações financiadas pelo governo federal para abrigar menores migrantes, à espera de um tutor ou alguém designado para ficar com a guarda temporária no país.

A ordem do juiz proíbe apenas a expulsão de crianças que cruzam a fronteira sem a companhia de pelo menos um dos pais.

O governo não divulgou imediatamente se vai apelar da decisão, como fez depois da ordem de outro juiz federal proibindo o uso de hotéis para reter crianças migrantes temporariamente.  Espera-se que Joe Biden, ao chegar à Casa Branca, revogue várias medidas de Trump que restringem o asilo de imigrantes, em uma mudança mais ampla na política de imigração. Existem 666 crianças migrantes ainda separadas de suas famílias: mais do que se sabia até este momento.

A administração Trump argumentou perante os tribunais que os menores que cruzaram recentemente a fronteira devem ser expulsos, para evitar o contágio de agentes da fronteira e outras pessoas que estão sob a custódia das autoridades de imigração.

A agência de notícias Associated Press relatou que altos funcionários do CDC estavam relutantes em divulgar a declaração de emergência porque faltava uma justificativa em termos de saúde pública, mas que o vice-presidente Mike Pence ordenou que a política de tolerância zero fosse adiante de qualquer maneira.

Opositores da medida acusam o governo de usar a pandemia como pretexto para restringir a entrada de imigrantes no país e dizem que os agentes podem fazer a triagem de menores para COVID-19 sem a necessidade de privá-los.  

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