quinta-feira, outubro 21, 2021
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Grandes empresas entram em processo contra a suspensão de vistos de trabalho

Um grupo formado por 52 empresas de alta tecnologia entrou com um “amicus brief” perante o Tribunal Distrital da Califórnia, em apoio a um processo contra o governo de Donald Trump, pela suspensão de várias categorias de vistos de trabalho.

Os signatários, incluindo o “FDW.us”, um grupo de lobby formado por líderes da comunidade de tecnologia, incluindo Facebook, LinkedIn, Google e Dropbox, representam as empresas que detêm a maioria dos programas abolidos pelo governo em junho, sob o pretexto para a pandemia e proteção dos empregos dos trabalhadores americanos.

O grupo disse que os cortes drásticos na imigração legal decretados pela administração Trump “irão exacerbar os graves impactos econômicos da COVID-19 sentidos pelas comunidades em todo o país”, e que a suspensão desses programas vitais de imigração “causará danos de longo prazo para a economia dos EUA, reduzindo o PIB”, dentre outras questões.

“Reduzir drasticamente as vias de imigração legal infligirá sérios danos de longo prazo à nossa estabilidade econômica, recuperação e crescimento, particularmente enquanto a economia americana tenta se reconstruir da devastação da crise pandêmica do coronavírus”, disse Todd Schulte, Presidente da FWD.us.
 
O grupo indicou ainda que, de acordo com estimativas do próprio governo, “as ações do presidente impedirão que mais de meio milhão de pessoas autorizadas a trabalhar cheguem aos Estados Unidos até o final do ano, o que prejudicará a recuperação econômica das empresas americanas”.

Os especialistas também estimam que a suspensão de vistos impedirá que cerca de 20 mil empregadores ocupem cargos durante o mesmo período, colocando em risco setores importantes, desde o fornecimento de alimentos, saúde e transporte.
 
A proclamação emitida por Trump, em 22 de junho, suspende a entrada de estrangeiros que “representem um risco para o mercado de trabalho dos Estados Unidos” devido à nova pandemia do coronavírus, afirma o documento. E acrescenta que, durante a emergência de saúde pública, a taxa geral de desemprego “quase quadruplicou entre fevereiro e maio de 2020, produzindo um dos níveis de desemprego mais extremos já registrados pelo Bureau of Labor Statistics”.

Diante deste cenário, Trump afirmou que impediria a entrada de imigrantes por um período de 60 dias, estendendo a proibição até 31 de dezembro, mas deixando exceções, incluindo familiares imediatos de residentes permanentes legais e cidadãos dos EUA.

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