sexta-feira, outubro 15, 2021
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Goleada expõe fragilidade e falta de identidade do Fla nas mãos de Dome

Por Raphael Bózeo

A humilhante goleada sofrida pelo Flamengo por 5 a 0 para o Independiente Del Valle na noite desta quarta, no Equador, não foi um acidente. Não se pode usar a desculpa da altitude para justificar o passeio que os rubro-negros sofreram na Libertadores. Faltou atitude.

O resultado, e principalmente a maneira como o time se comportou (e vem se comportando), expõe a fragilidade de um ex-super time. Um Flamengo sem identidade, com padrão de jogo indefinido, e principalmente sem alma.

Nos 11 jogos de Domenèc Torrent no comando da equipe, foram 18 gols sofridos e somente 13 marcados. Além dessa goleada, foi atropelado pelo Atlético-GO (3 a 0) e no último domingo perdeu para o Ceará por 2 a 0, mostrando falta de poder de reação.

A altitude só ampliou o desequilíbrio do Flamengo. Um time que desencaixou, sofre mais gols do que faz, assiste o adversário jogar e tem dificuldade para reencontrar um padrão de jogo.

No dia 19 de fevereiro, o Rubro-Negro esteve neste mesmo estádio e empatou por 2 a 2 com o Del Valle pelo jogo de ida da Recopa. Mostrou raça, vontade e futebol. Tudo o que faltou nesta partida.

O rodízio proposto por Domenèc confunde todo mundo, inclusive os jogadores. Contra o Fluminense, por exemplo, o treinador lançou o trio de meias atrás de Gabigol formado por Diego, Everton Ribeiro e Arrascaeta. No jogo seguinte, diante do Ceará, a formação foi feita com somente um armador, Everton Ribeiro, com o trio de atacantes na frente formado por Vitinho, Michael e Gabigol.

Na partida diante do Del Valle, novamente ele retornou com a formação de três meias atrás de Gabigol. Mudanças a cada jogo que mostram uma falta de padrão definido. Além disso, a marcação pressão, marca registrada deste time em outrora, acabou mostra um time distante, com as linhas longe uma da outra.

O Flamengo segue no Equador e volta a campo na próxima terça-feira diante do Barcelona de Guayaquil, às 18h15 (de Boston), fora de casa. Até lá, a pressão é gigante por um resultado positivo. Uma derrota pode escancarar ainda mais a crise de identidade rubro-negra após a saída de Jorge de Jesus.

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