domingo, outubro 24, 2021
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Flamengo e as linhas do Equador: crise, covid e um (pequeno) alívio

Por Raphael Bózeo

Cruzar as linhas tênues de Equador nos últimos sete dias sacudiu o Flamengo. Apreensão pelos dois jogos fora de casa na Libertadores, a humilhante goleada sofrida, surto de coronavírus na delegação até chegar o sopro de alívio com a vitória nesta terça-feira diante do Barcelona de Guayaquil, por 2 a 1, gols de Pedro e Arrascaeta.

Uma saga que começa com grande pressão no técnico Domenèc Torrent por conta da falta de consistência e encantamento do seu time, com derrotas incontestáveis e sem poder algum de reação em jogos do Campeonato Brasileiro, como contra Atlético-GO e Ceará. Até nas vitórias até aqui, o time não mostrou superioridade incontestável.

Dá para cruzar essa linha e chegar num lugar mais seguro?

O time sobe no avião, vai para a altitude e sofre a mais cruel goleada de sua história na Libertadores e a maior de um atual campeão vigente na competição. Um 5 a 0 avassalador sofrido para o Independiente Del Valle. Parecia surra de gato morto até miar.

Tome pressão.

Depois, o surto de Covid-19 na delegação rubro-negra com 9 contaminados, sendo sete atletas retirados da partida: Bruno Henrique, Michael, Matheuzinho, Diego, Filipe Luís, Vitinho e Isla. Somando os outros quatro desfalques (Diego Alves, Gabigol, Gustavo Henrique e Pedro Rocha), foram 11 baixas para enfrentar o Barcelona.

Horas antes da partida, as autoridades sanitárias de Guayaquil interditaram o estádio e cancelaram o jogo com receio do contágio. Tempo depois, o cancelamento foi cancelado. Organizaram uma bagunça sem tamanho no hotel onde o Flamengo estava hospedado.

E teve jogo.

Ainda no primeiro tempo o Flamengo cruzou a linha da insegurança e fez 2 a 0. Poderia ter feito mais, principalmente por conta da fragilidade do Barça equatoriano. Após o intervalo, o Rubro-Negro passou pela linha do cansaço e, por pouco, não viu a vitória escapar nos minutos finais.

Um segundo tempo de um time espaçados em campo, distante e cansado. Fragilizado, mas ao mesmo tempo guerreiro com suas poucas armas para segurar a segunda vitória como visitante e terceira na Libertadores.

Uma semana que não será esquecida facilmente, principalmente pelo vareio que tomou lá em cima. A marca disso não se apaga. Mesmo com um futebol desalinhado e pouquíssimo convincente, o Flamengo encaminha a sua classificação para o mata-mata da Libertadores e no Brasileiro, em sexto, a quatro pontos do líder, ainda é favorito.

O que escancara ainda mais o poder do investimento do Flamengo perante os demais clubes do país. O time que foi a campo era muito superior, no papel, ao rival Barcelona, por exemplo.

Em crise e sem jogar metade do que pode, ainda sim é forte candidato aos títulos que disputa. No outro lado da linha tênue, a pressão, a exigência e necessidade de repetir o que foi feito no ano passado nunca dormem.

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