domingo, outubro 24, 2021
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Documentos mostram que ‘ICE’ usa contas residenciais para rastrear imigrantes procurados

O Immigration and Customs Enforcement Service (ICE) usa um banco de dados com milhões de contas de luz, água, internet, televisão e telefone, para ajudar na busca por pessoas que violaram as leis de imigração, de acordo com documentos públicos da Universidade de Georgetown Law Center.

O banco de dados, conhecido como CLEAR, pertence à empresa Thomson Reuters e contém mais de 400 milhões de nomes, endereços e documentos de serviço para 80 empresas em todo o país.

De acordo com o The Washington Post, a agência também possui bilhões de registros de emprego, habitação, relatórios de crédito, antecedentes criminais e registro de veículos.

De acordo com essa pesquisa, a Thomson Reuters vende “software investigativo legal” para um número desconhecido de empresas e agências governamentais, com base em dados obtidos pela Equifax, uma agência de relatórios de crédito.

Os contratos mantidos pelo The Washington Post mostram que os departamentos de Justiça, Segurança Interna e Defesa usam esse banco de dados.

“Estamos preocupados que o marketing de dados pessoais da Thomson Reuters e o uso de dados de clientes de serviços públicos e a venda de amplo acesso ao ICE seja um abuso de privacidade, e que o uso deste banco de dados pelo ICE seja um abuso de poder”, advertiram congressistas do Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara em uma carta à Thomson Reuters e à Equifax.

O contrato de US$ 21 milhões entre o ICE e Thomson Reuters expirou no último domingo, embora em novembro tenha sido feito o pedido de renovação.

No entanto, não se sabe se o governo Biden vai concordar em assinar um novo acordo com a empresa.

O ICE disse ao “Post” que não pode comentar sobre suas “técnicas, táticas ou ferramentas investigativas”. Mas várias investigações apontam para o uso de bancos de dados privados para rastrear pessoas sem documentos.

“É necessário traçar uma linha em defesa da dignidade básica das pessoas. E quando o medo de deportação pode comprometer sua capacidade de acessar esses serviços básicos, essa linha está sendo ultrapassada”, afirmou Nina Wang, política associada do Georgetown Law Center, ao The Washington Post.

“É uma grande traição à confiança das pessoas. Quando você contrata uma companhia de eletricidade, não espera que agentes de imigração sejam enviados à sua porta”, complementou ela.

As leis federais não estabelecem limitações ao uso de bases de dados privadas, por isso as agências recorrem cada vez mais a elas quando não conseguem obter as informações por ordem de um juiz.

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