quinta-feira, outubro 21, 2021
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Cruzeiro é punido na Fifa e fica impedido de registrar jogadores; clube constesta e mostra documentos

Em um difícil processo de reconstrução para voltar à Série A do Brasileirão e acertar os problemas financeiros, o Cruzeiro sofreu um duro golpe nesta quarta-feira. A Fifa determinou nova punição e a Raposa está proibido de registrar novos jogadores.

A penalidade é oriunda de uma ação feita pela equipe ucraniana Zorya por conta da compra do atacante Willian, em 2014, atualmente no Palmeiras. Havia um acordo anunciado em agosto pelo Cruzeiro para a quitação da dívida, em torno de 1 milhão de euros. O acerto, entretanto, não foi homologado na Fifa.

Em nota oficial, a diretoria do clube mineiro contestou a nova punição e apresentou documentos que comprovam, segundo ela, que foi tratado um acordo com o Zorya para a quitação da dívida (clique aqui e veja os documentos).

“É lamentado e contestado pelo Cruzeiro Esporte Clube, já que o acordo celebrado entre as partes, se fez mediante canais oficiais previstos pela Fifa.”

NOTA OFICIAL DO CRUZEIRO

Esta é a segunda derrota na Fifa do Cruzeiro neste ano. Em maio, o clube já havia sofrido uma dura sanção e foi condenado a iniciar a Série B do Campeonato Brasileiro com seis pontos a menos devido ao não cumprimento da ordem de pagamento referente à dívida com o Al Wahda, pelo empréstimo de seis meses do volante Denilson.

O Cruzeiro Esporte Clube confirma que recebeu um contato da Fifa sinalizando que o FC Zorya contesta acordo firmado entre os clubes, anunciado oficialmente no mês passado, envolvendo a dívida de 1.159.786,31 euros, vencida em 20 de agosto de 2020.

Diante da contestação do FC Zorya, a Fifa aplicou a sanção de transfer ban (impossibilidade de registro de novos jogadores), o que é lamentado e contestado pelo Cruzeiro Esporte Clube, já que o acordo celebrado entre as partes, se fez mediante canais oficiais previstos pela Fifa para tanto.

Na véspera da data de vencimento da dívida, o FC Zorya notificou o Cruzeiro, por meio de seu e-mail oficial, cadastrado no Fifa/TMS, informando que realizou uma cessão do crédito específico ao Alik Football Management, da Estônia. Desta forma, o Cruzeiro negociou o parcelamento do débito diretamente com o Alik, mas, para se resguardar, exigiu que o FC Zorya fizesse parte do acordo como terceiro interessado, e informou que faria o pagamento somente após sua homologação pela Fifa.

No trâmite, além do selo de autenticação e assinatura do representante do FC Zorya em todos os documentos, nos quais o mesmo atesta, num primeiro momento, a cessão do crédito para o Alik, e, num segundo momento, o termo de formalização do acordo, é importante destacar que a comunicação entre todos os envolvidos sempre se deu por meio dos canais oficiais estabelecidos pelo sistema Fifa/TMS, que é extremamente rigoroso com o acesso, cadastramento e processos dos seus e-mails.

Sendo assim, diante da manifestação do FC Zorya, a contestação do Cruzeiro se baseia em duas variáveis: ou o sistema da Fifa apresentou algum tipo de falha, o que é pouco provável, ou o clube ucraniano está contradizendo os documentos que seu próprio representante validou e assinou, documentos estes disponíveis em anexo à esta nota.

Por esta razão, na noite de ontem, 1º de setembro de 2020, o Cruzeiro enviou manifestação formal à Fifa, esclarecendo o ocorrido e exigindo a reconsideração da pena por ora imposta. O Clube reitera que em todos os momentos e processos agiu com absoluta clareza, boa fé e dentro da legalidade, confiando que a comunicação feita por meio dos canais oficiais da Fifa, com todos os envolvidos em cópia, inclusive o advogado do FC Zorya, são válidas.

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