segunda-feira, outubro 18, 2021
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Conselheiro avisa que, Trump reeleito, linha dura na imigração vai continuar

Se Donald Trump for reeleito, a luta contra os imigrantes indocumentados e as restrições na pauta imigratória vão continuar. Esta foi a mensagem transmitida, nesta semana, pelo conselheiro Stephen Miller durante uma teleconferência com jornalistas.

Miller, que disse ter falado “a título pessoal como conselheiro de campanha de Trump”, defendeu o novo teto de 15 mil pessoas para a entrada de refugiados neste ano fiscal de 2021 e toda a agenda de imigração de Trump. Ele aproveitou para atacar o plano do rival democrata, Joe Biden.

“Se Biden vencer, os traficantes de crianças terão um melhor amigo em seu futuro governo, e o país será dominado por um aumento na imigração ilegal de proporções épicas”, vociferou Miller.

O assessor, um dos arquitetos da política de tolerância zero da atual administração federal, repetiu a retórica de grupos que rejeitam os imigrantes de que os estrangeiros são um “fardo público”. E permitir a entrada agravaria a superlotação de escolas e hospitais em meio à pandemia do COVID-19, segundo ele.

Mas Miller deixou de mencionar os inúmeros estudos, inclusive de grupos apartidários, que destacam as contribuições dos imigrantes, com ou sem papéis, para o crescimento econômico do país.

A retórica anti-imigrante ajudou Trump a ganhar a presidência em 2016 e é novamente parte de sua estratégia eleitoral.

No mês passado, Miles Taylor, ex-chefe de gabinete do Departamento de Segurança Interna (DHS) de Kirstjen Nielsen, disse ao BuzzFeed News que Miller está preparando uma série de ordens executivas de imigração extremas, se Trump vencer, incluindo a eliminação de cidadania automática para crianças nascidas nos Estados Unidos de pais indocumentados.

Essa medida, que os grupos anti-imigrantes desejavam há décadas e que falhou no Congresso, seria contestada na Justiça por violar o direito constitucional à cidadania automática para todos os nascidos neste país.

Miller evitou explicar o que a administração Trump está fazendo para reunificar 545 crianças que foram separadas de seus pais na fronteira sul, a maioria das quais foi deportada para a América Central.

O grupo fez parte de dois programas-piloto de 2017 criados muito antes da política de “tolerância zero” na fronteira sul, que também separou mais de 2 mil famílias, mas foi suspensa por ordem judicial.

Miller não ofereceu um plano de reunificação, mas argumentou que as políticas da administração Obama nutriram “uma indústria de contrabando de crianças”, enquanto a administração Trump “manteve as famílias unidas, protegeu e preveniu centenas de milhares de famílias caírem nas mãos de contrabandistas”.

No entanto, suas alegações foram refutadas por grupos cívicos e agências humanitárias dentro e fora dos Estados Unidos, que documentaram numerosos casos de abuso em centros de detenção de migrantes.
Além disso, embora o governo Obama tenha ordenado a breve detenção de menores na fronteira sul, o governo Trump foi o primeiro a formular uma política de separação familiar, segundo analistas.
 

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