domingo, outubro 24, 2021
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Condenado à morte pelo atentado na maratona de Boston ganha sobrevida

O checheno Dzhokhar Tsarnaev, um dos autores do atentado à bomba na Maratona de Boston de 2013, teve sua condenação à morte anulada nesta sexta-feira (31 de julho), pelo Tribunal de Apelações dos EUA para o 1º Circuito – equivalente aos estados de Maine, Massachusetts, New Hampshire, Porto Rico e Rhode Island.

Tsarnaev, junto ao seu irmão mais velho Tamerlan, plantaram artefatos explosivos próximos à chegada da tradicional prova de Boston, que reúne dezenas de milhares de turistas e competidores. As explosões culminaram na morte de três pessoas e feriram centenas. Alguns tiveram membros amputados.

Tamerlan foi morto pela polícia quando tentava fugir junto com Dzhokhar, quatro dias depois dos atentados, classificados pelos Estados Unidos como o pior ataque terrorista no país desde as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

O irmão mais novo foi condenado em maio de 2015 à pena de morte. Juri federal de Massachussets o considerou culpado em 6 das 17 acusações passíveis para a execução federal –o chamado Capital Punishment. A decisão classificou Tsarnaev como 1 “terrorista sem remorso, que merece morrer”.

A defesa de Tsarnaev disse à época que ele era um “jovem perdido” influenciado por um irmão radical. Eles tinham 19 e 26 anos, respectivamente, em 2013. Depois de condenado, o checheno pediu desculpas pelas mortes causadas no atentado: “Sinto muito pelas vidas que levei, pelo sofrimento que causei a você e pelos danos que causei”.

Apesar das declarações, o motivo da anulação da pena de morte pelo Tribunal de Apelações deve-se ao apelo midiático do caso e má escolha dos jurados. Segundo os três juízes responsáveis pela ação, alguns membros do júri já tinham opiniões formadas sobre a culpa de Tsarnaev. Apesar disso, esclareceram que não há a possibilidade do criminoso deixar a prisão, apenas retorna o processo às alegações em primeira Instância.

“Dzhokhar permanecerá preso pelo resto da vida, com a única dúvida sendo se o governo irá executá-lo”, afirmaram.

A execução federal nos Estados Unidos tornou-se cada vez mais rara nos últimos anos. Foram 17 anos sem nenhum preso ter sido executado sob jurisdição federal – foram três nas últimas três décadas. Porém, em julho o Departamento de Justiça realizou mais três execuções em quantro dias, depois de pedido do presidente Donald Trump para retomar as punições federais. A maioria das penas de morte são cumpridas pelos estados.

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