quinta-feira, outubro 21, 2021
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Com a chancela do colégio eleitoral à vitória de Biden, qual seria a última cartada de Trump?

Após a Suprema Corte rejeitar o apelo do Texas, que pediu para que quatro estados tivessem a contagem de votos cancelada, Donald Trump, ainda assim, se recusa a jogar a toalha. Com o duro revés na Justiça, na última sexta-feira, restaria ao republicano aplicar um último recurso, para tentar reverter o resultado da eleição presidencial?

O processo eleitoral americano prevê que cabe aos congressistas, no dia 6 de janeiro, contar oficialmente os votos dados no Colégio Eleitoral e ratificá-los. É nesse momento que Trump poderá tentar a sua última manobra para invalidar a vitória de Biden.

A Constituição americana permite que um deputado e um senador levantem um desafio ao resultado e forcem uma votação tanto na Câmara quanto no Senado para subverter (ou confirmar) a eleição. O deputado republicano do Alabama Mo Brooks, aliado a Trump, já anunciou que lançará o desafio.

Não será difícil para ele encontrar um senador que se alie à empreitada. De acordo com um levantamento do jornal The Washington Post, dos 249 parlamentares republicanos no Congresso, apenas 27 reconhecem publicamente a vitória de Biden.

A jogada, no entanto, é natimorta. Isso porque, para prosperar, a iniciativa precisaria do apoio da maioria dos congressistas nas duas casas. Os democratas dominam hoje a Câmara e jamais apoiariam a medida para derrubar seu próprio presidente.

A sucessão de derrotas judiciais não deve, no entanto, parar os aliados de Trump, ao menos por enquanto.

“Não há prazos limites (de apelação), nem mesmo dia 20 janeiro (data da posse), quando se trata de fraude eleitoral. Esses prazos artificiais são apresentados como se de alguma forma o problema de fraude fosse sumir quando ultrapassássemos esses limites. E eu não vejo qualquer indicação disso. Há mais evidências disponíveis hoje da magnitude da fraude do que havia um dia após o dia da eleição em 4 de novembro”, afirma Michael Johns, um dos fundadores do Tea Party – ala mais radical do Partido Republicano.

Mas até agora juízes de seis estados rejeitaram as supostas evidências a que os trumpistas se referem, e a Suprema Corte rejeitou pedidos para interferir nos processos eleitorais estaduais.

As investidas judiciais foram derrubadas por diversas instituições americanas. Foi o que se viu nas certificações de votos pelas autoridades eleitorais dos 50 Estados (depois de uma série de recontagens), nas dezenas de negativas dadas por tribunais em Estados como Geórgia, Michigan e Pensilvânia aos pedidos dos advogados de Trump para o descarte de votos em massa, e na recusa de parlamentares estaduais desses mesmos Estados ao chamado do republicano para que ignorassem os resultados das urnas e indicassem ao Colégio Eleitoral delegados que garantissem a ele um novo mandato.

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