domingo, outubro 24, 2021
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‘Anywhere office’: a tendência que movimenta setor de turismo e companhias aéreas

Na onda do home office forçado pela pandemia, muitos profissionais agora podem trabalhar de qualquer lugar. E o que é necessário? Uma boa internet. Companhias áreas, resorts e outras empresas ligadas ao setor de turismo têm se beneficiado de uma tendência que até já ganhou até nome: o “anywhere office”.

O trabalho flexível já estava em uma crescente em 2020 antes mesmo da chegada da pandemia de Covid-19. Segundo uma pesquisa do Internacional Workplace Group (IWG), um quarto das empresas tinham políticas claras de trabalho remoto, e os espaços de trabalho mais flexíveis cresciam dois dígitos por ano.

Com a chegada do vírus, o mundo se viu em um dos maiores experimentos modernos de trabalho flexível, ao colocar boa parte da mão de obra mundial trabalhando de casa.

Por meio desse novo modelo de trabalho, não importa aonde as pessoas estejam. O espaço físico em si passa a ser uma questão secundária frente à necessidade de o profissional estar à vontade para executar suas atividades de forma mais produtiva e, sobretudo, feliz.

Com muitas empresas ainda em trabalho remoto, basta uma conexão à internet para que a paisagem da Avenida Faria Lima ou da Berrini, em São Paulo, seja trocada por uma da praia ou da montanha, até mesmo fora do País. Com a vantagem extra de também poder deixar o confinamento em casa ou apartamento.

“Há famílias que conseguem flexibilizar o trabalho e podem passar dias em um resort, hotel ou cidade do interior”, disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. Ele próprio chegou a trocar por alguns dias o concreto de São Paulo pela vista do mar de um apartamento em Santos. “A virtualização permite isso.”

Em novembro, o mercado brasileiro operou, na média, com o equivalente a 60% do número de voos de um ano antes, segundo a Abear. Em cidades como Salvador, entretanto, o aeroporto local tinha a expectativa de fechar o mês com 81% de retomada da malha.

Outro indicativo de que o “anywhere office” está aquecido vem do crescimento na demanda dos provedores de acesso à nuvem, base para se viabilizar o trabalho remoto. Alan Yukio Oka, responsável por Cloud Product and Marketing da BRLink, disse que as empresas acabaram acelerando a migração de cargas de trabalho para a nuvem na pandemia.

“Uma vez que os sistemas podem estar na nuvem e acessíveis de qualquer lugar do mundo, existe uma potencialização do conceito de “anywhere office”.

A preocupação com a filha Victoria, de oito anos, foi o que motivou Giuliana Pierri, 44, e seu marido, Sandro Gabrielli da Silva, 45, a buscar essa alternativa.

“Ficamos uns três meses completamente isolados e fazendo até supermercado pela internet. Em um determinado momento, comecei a pensar em alternativas”, relatou ela.

Desde então, Pierri, que atua na área de marketing digital e produção de conteúdo, e Silva, diretor financeiro em uma empresa farmacêutica, já alugaram três casas em que os dois trabalharam remotamente. A mais recente empreitada foi em resorts.

“Meu marido tirou férias, mas continuei trabalhando normalmente”, disse ela. As instalações ofereceram atividades para as crianças e Victoria conseguiu fazer as provas escolares.

Apostando no aumento da demanda, a Azul Conecta, braço de aviação regional da Azul, anunciou nove destinos inéditos durante a temporada de verão, entre eles Ubatuba (SP), Paraty (RJ), Guarapari (ES) e Jericoacoara (CE). Os voos decolam de áreas metropolitanas como Porto Alegre, Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP). A própria empresa afirmou que os destinos – comuns em roteiros de férias – se mostraram interessantes para o home office. Somadas, as rotas contarão com 38 voos diários.

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