quinta-feira, outubro 21, 2021
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Início Especial "Antigamente podia chamar o cara de negão", É mentira. Nunca pôde!

“Antigamente podia chamar o cara de negão”, É mentira. Nunca pôde!

Por Raphael Bózeo

Não, nunca pôde.
Jamais pôde.
Preconceito, em hipósete alguma, pode ser considerado normal.

A diferença é que esse crime sufoca e as redes sociais dão voz pra quem não aguenta mais. A intolarância ao racismo está gritando (na boca de quem sofre).

O fato histórico dos jogadores de PSG e Istanbul Basaksehir, pela Liga dos Campeões, terem se recusado a continuar uma partida nesta quarta-feira por um ato de racismo cometido pelo quarto árbitro contra um integrante da comissão técnica da equipe turca deixa algumas lições.

A primeira é que não tolerar atitude racista precisa acontecer diariamente em qualquer setor das nossas vidas. Essa revolta não pode ser num jogo de futebol apenas.

Outro é que o incômodo maior sempre parte dos negros, quem são diretamente afetados.

Essa bronca não pode ser só de quem sofre. A luta e o incômodo na garganta tem que ser de todo mundo. E isso só acontece se quem não sofre se colocar no lugar do outro.

Certa vez ouvi de um conhecido que ele sabia exatamente como um negro se sente pois tinha um grande amigo negro. Um discurso completamente sem pé nem cabeça.

Dá pra aceitar o “infeliz” privilégio que a sociedade deu e se colocar como um ativo na luta dessa causa, não tolerando brincadeiras no nosso cotidiano que desmerançam pessoas por sua cor, opção sexual, nacionalidade ou qualquer característica ou escolha?

O futebol nos deu um gatilho nesta quarta-feira. Nós podemos e devemos nos revoltar e sair de campo quando no nosso cotidiano alguém sofra preconceito diante dos nossos olhos.

Mas essa luta vai ter uma página diferente quando esse incômodo, esse nó na garganta, revolta e a liderança para deixar o campo não partir sempre de quem é negro.

A intolerância ao racismo precisa ser de todo mundo.

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